Tuesday, December 04, 2007

Webmap - Second Life


Second Life

Este é o site oficial do mais recente fenômeno da Internet. Um jogo on-line, onde os usuários podem criar seu próprio avatar e fazer parte de um mundo virtual, com um gostinho de realidade. Uma espécie de Matrix, onde se chega ao ponto de confundir o que está realmente acontecendo ou não.
Acesse: http://secondlife.com/
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LedStyle
O LedStyle é uma página com uma breve explicação de como funciona o Second Life. Neste site contém um fórum de discussões pertinentes aos usuários do jogo.
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Second Life Informa
Este é um blog do portal IG, que traz informações recentes sobre tudo o que acontece no Second Life. Contém imagens e vídeos, através dos quais os usuários podem ficar alertas às novidades do seu mundo virtual.
Acesse: http://secondlife.blig.ig.com.br/
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Revista Second Life
Após 7 meses de sucesso do jogo, mais uma inovação surge no mundo virtual. Esta é a revista do Second Life, que será publicada quinzenalmente. Ainda em edição especial, ela traz informações inéditas aos usuários.
Acesse: http://revistasl.vilabol.uol.com.br/capa01.htm
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Grupo Second Life - Brasil
Este é o site oficial do grupo brasileiro pertencente ao Second Life. Nele, você encontra todas as informações sobre o jogo, assim como tutoriais e vídeos disponíveis para download e muito mais.

Multimídia - Continuação

Multimídia é a combinação, controlada por computador, de pelo menos um tipo de mídia estática (texto, fotografia, gráfico) e com pelo menos um tipo de mídia dinâmica (vídeo, áudio, animação). Quando se afirma que a apresentação ou recuperação da informação se faz de maneira multissensorial, quer dizer que mais de um sentido humano está envolvido no processo, fato que pode exigir a utilização de meios de comunicação que, até há pouco tempo, raramente eram empregados de maneira coordenada.

O termo multimídia refere-se, portanto, a tecnologias com suporte digital para criar, manipular, armazenar e pesquisar conteúdos. Os conteúdos multimídia estão associados normalmente a um computador pessoal, que inclui suportes para grandes volumes de dados, os discos ópticos como os CDs e DVDs. Abrange também, nas ferramentas de informática, a utilização de arquivos digitais para a criação de apresentações empresarias, catálogos de produtos, exposição de eventos e para catálogos eletrônicos, com mais facilidade e economia. Privilegiando o uso dos diversos sentidos, este tipo de tecnologia abrange diversas áreas de informática.

Multimídia

A informação pode ser comunicada por múltiplos meios: textos, imagens, sons, filmes, animações, cheiros, sabores, diversas características detectadas pelo tato, etc. Alguns destes meios podem ser digitalizados. Outros, como cheiro, sabor e tato, ainda não chegaram nesta fase.

O termo multimídia costuma se referir à conjunção das múltiplas formas acima que já podem ser digitalizadas e que são correntemente usadas em computadores, em geral, num ambiente de hipertexto. É importante notar que a forte expansão das capacidades de processamento e de armazenamento dos computadores foi imprescindível para a viabilização do uso de vários dos meios acima mencionados. Por exemplo, o armazenamento e processamento de vídeos ou animações seria totalmente impensável há 15 anos atrás, e, ainda hoje, apresenta sérias dificuldades técnicas.

Hipertexto e Internet

Uma das maiores controvérsias a respeito deste conceito é sobre sua vinculação obrigatória ou não com a Internet e outros meios digitais. Alguns autores defendem que o hipertexto acontece apenas nos ambientes digitais, pois estes permitem acesso imediato a qualquer informação. A internet, através da www, seria o meio hipertextual por excelência, uma vez que toda sua lógica de funcionamento está baseada nos links.

Outros pesquisadores acreditam que a representação hipertextual da informação independe do meio. Pode acontecer no papel, por exemplo, desde que as possibilidades de leitura superem o modelo tradicional contido das narrativas contínuas (com início, meio e fim).

Breve História do Hipertexto

A idéia de hipertexto não nasce com a Internet, nem com a web. As primeiras manifestações hipertextuais ocorrem nos séculos XVI e XVII, através de manuscritos e marginália. Os primeiros sofriam alterações quando eram transcritos pelos copistas e assim caracterizavam uma espécie de escrita coletiva. Os segundos eram anotações realizadas pelos leitores nas margens das páginas dos livros antigos, permitindo assim uma leitura não-linear do texto. Essas marginálias eram posteriormente transferidas para cadernos de lugares-comuns para que pudessem ser consultadas por outros leitores.
Provavelmente, a primeira descrição formal da idéia apareceu em 1945, quando Vannevar Bush publicou na The Atlantic Monthly, "As We May Think", um ensaio no qual descrevia o dispositivo "Memex". Neste artigo, a principal crítica de Bush era aos sistemas de armazenamento de informações da época, que funcionavam através de ordenações lineares, hierárquicas, fazendo com que o indivíduo que quisesse recuperar uma informação, tivesse que percorrer catálogos ordenados alfabética ou numericamente ou então através de classes e sub-classes. De acordo com Bush, o pensamento humano não funciona de maneira linear, mas sim através de associações e era assim que ele propunha o funcionamento do Memex.
Não se pode deixar de citar outro personagem de grande importância histórica, que é Douglas Engelbart, diretor do Augmentation Research Center (ARC) do Stanford Research Institute, centro de pesquisa onde foram testados pela primeira vez a tela com múltiplas janelas de trabalho; a possibilidade de manipular, com a ajuda de um mouse, complexos informacionais representados na tela por um símbolo gráfico; as conexões associativas (hipertextuais) em bancos de dados ou entre documentos escritos por autores diferentes; os grafos dinâmicos para representar estruturas conceituais. O cientista de computação Theodore Nelson criou o termo "hipertexto" em 1965. O trabalho de Ted Nelson e muitos outros sistemas pioneiros de hipetexto foram rapidamente suplantados em popularidade pela World Wide Web de Tim Berners-Lee, embora faltasse à mesma muitas das características desses sistemas mais antigos.

Hipertexto

O Hipertexto é basicamente uma ferramenta de suporte que acopla outros textos em sua superfície, cujo acesso se dá através dos links que têm a função de conectar a construção de sentido, estendendo ou complementando o texto principal. Seu conceito precisa abranger o campo lingüístico.
Em computação, hipertexto é um sistema para a visualização de informação, cujos documentos contêm referências internas para outros documentos. E para a fácil publicação, atualização e pesquisa de informação. O sistema de hipertexto mais conhecido atualmente é a World Wide Web (www). No entanto, a Internet não é o único suporte onde este modelo de organização da informação e produção textual se manifesta.

Thursday, March 22, 2007

A VELHA GUARDA E O CARNAVAL CONTEMPORÂNEO: O QUE MUDOU?

Todos os anos, durante quatro dias consecutivos, quase a totalidade dos brasileiros incorporam um espírito de folia e se entregam de corpo e alma à festa que encanta todas as idades, desde as mais novas gerações até os integrantes da famosa velha guarda. É chegado o carnaval.

Fora de época ou não, toda esta festa mexe com a cabeça das pessoas de uma forma eletrizante, fazendo com que todos esqueçam de vez a rotina e caiam na folia. Uma tradição que já domina todas as diversas classes sociais há vários anos, desde os tempos do carnaval de salão com suas famosas marchinhas. Uma festa de fantasias e brincadeiras, onde se pode desfrutar do privilégio de ser aquilo que desejar, este é o momento!

Porém, nota-se que assim como os costumes da geração contemporânea estão sofrendo gradativas mudanças, assim como o mundo globalizado nos obriga a estar a par das inovações tecnológicas, o carnaval também está mudado. Já não se encontra mais as tradicionais matinês, realizadas em clubes, muito menos os bailes que um dia existiram. O carnaval de rua também já não é mais o mesmo. Para participar da festa, é preciso estar sempre na defensiva, pois num piscar de olhos somos vítimas da brutal violência que está dominando os quatro cantos do mundo.

É assustador observar que até mesmo as mais antigas escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo já não fazem do carnaval o mesmo espetáculo que antes. Lógico, a beleza ainda existe. Não é muito difícil se emocionar com a história em que se passam os enredos, com o som das baterias e com a tecnologia somada às alegorias multicoloridas, que enaltecem os desfiles a cada ano.

Porém, existe um outro lado da moeda que passa despercebido pelo público. O carnaval das grandes escolas de samba está muito apelativo ultimamente, no que se refere às fantasias, ou melhor, na falta delas. O que se pôde notar neste ano foi um índice gigantesco da nudez feminina, que, de certa forma, acaba vulgarizando a imagem da mulher. E não adianta tentar defender este fato com o famoso ditado “o que é bonito é para se mostrar”. Factualmente, o excesso de nudez no carnaval 2007 foi de caráter apelativo, para chamar atenção do público (parabéns aos carnavalescos... conseguiram!). Mas certamente, não foi bem aceito por aqueles que já apreciaram um outro tipo de carnaval.

A única esperança é que, mesmo com as novas tecnologias e com a necessidade de se apresentar o carnaval através do apelativo, não deixemos cair no esquecimento todas as lembranças que se pode ter do antigo carnaval, símbolo de alegria, emoção e fantasia.

Friday, March 02, 2007

ESTUDANTES E TRANSPORTE COLETIVO: UMA RELAÇÃO QUE CUSTA DINHEIRO

Onze e meia da manhã... Nas escolas, tocam-se os sinais. Hora de ir para casa! As ruas da cidade são tomadas por crianças, adolescentes e universitários, encerrando mais um dia letivo. A única coisa que se passa na cabeça desses estudantes, neste momento, é poder chegar em suas residências, trocar os uniformes e desfrutar de uma bela refeição, para prosseguirem com suas rotinas.

E no percurso entre a sala de aula e a mesa da cozinha, se deparam com uma situação merecedora de uma reflexão por parte dos que ditam e regem as leis dentro da cidade: a tarifa de ônibus. Estamos falando do papel dos vereadores, eleitos por cidadãos do próprio município, que deve ser cumprido visando o bem-estar de todos e sendo respeitado o direito de ir e vir, contido na Constituição Brasileira. Eis que defende a igualdade entre os homens.

No dia 1º de fevereiro, Juiz de Fora foi surpreendida por um misterioso e polêmico reajuste das passagens de ônibus, aumentando R$0,20. Misterioso, porque até hoje se questiona os motivos que justificam o reajuste. Polêmico, porque é um serviço “público”, do qual grande parte da população necessita, principalmente trabalhadores e estudantes. O que fazer? Abaixar a cabeça e simplesmente aceitar o aumento? Comodismo demais.

Unidos, os estudantes da cidade se organizaram para protestar frente à câmara dos vereadores, em busca de uma solução para o tão discutido problema. A Astransp, empresa responsável pelo transporte coletivo, alegou que o aumento de 13% foi necessário, para cobrir os custos da empresa. Já a população não consegue enxergar a situação com os mesmos olhos, uma vez que não é observada qualquer forma de melhoria no serviço. O impasse foi causador de repetidos protestos dos estudantes, que organizaram passeatas e até interroperam parte do trânsito na via principal da cidade. Quem está certo? Quem está errado?

Um dia após o susto, um alívio. A justiça prorrogou o reajuste pelo prazo mínimo de 10 dias, até que especialistas da Procuradoria Geral chegassem a um acordo quanto à planilha que justifica o aumento. Não se falava em outra coisa na cidade. Diversas especulações quanto ao preço da tarifa surgiram, idealizando-se o sonho de não ter o orçamento do mês mais pesado. Mera ilusão! Decorrido o prazo estipulado pela justiça, os juizforanos voltaram a desembolsar vinte centavos a mais, no trajeto até a escola ou até o trabalho.
A conclusão que se pode chegar mediante a toda essa história é de que estamos sobrevivendo numa realidade paradoxal. Somos freqüentemente obrigados a protestar contra os poderes que nos governa, em favor de nossos direitos, ainda que sejamos nós os seletores deste corpo de governantes. E que as próximas gerações sejam ainda mais resistentes a este tipo de pressão, pois estes míseros vinte centavos enriquecem ainda mais os poderosos, da mesma forma que faz muita diferença para quem mais necessita.

BAIXARIA TELEVISIVA, ESPELHO DE UMA JUVENTUDE PRECOCE

O que mais tem preocupado os pais e responsáveis pelas crianças brasileiras são os programas de televisão, aos quais a sociedade está submetida 24 horas por dia. Num país como o Brasil, onde a carga horária escolar é mais baixa que em outras partes do mundo, a televisão ainda vigora, segundo as estatísticas, nas horas vagas das crianças e adolescentes do país inteiro.

Percebe-se claramente, nos dias de hoje, que o Brasil está lidando com uma juventude muito precoce, onde os valores éticos e morais de algumas décadas atrás já são considerados antiquados. Espantosamente, o que se pode notar é que, cada vez mais cedo, as crianças estão tendo acesso a conhecimentos e experiências que, teoricamente, deveriam ser censurados para determinada faixa etária.

Diante disso, levanta-se um questionamento sobre até que ponto os telespectadores infanto-juvenis, no Brasil, estão recebendo informações através da televisão, devidamente adequadas para tal público. Basta assistir a uma novela do horário nobre, para que se perceba o uso exacerbado de aspectos apelativos como sexo, prostituição, violência, tráfico de drogas, preconceito, entre outros. Discussões que seriam peculiares a uma programação voltada para o público adulto, num horário mais reservado.

É perfeitamente compreensível que a televisão queira e deva cumprir um papel de alicerce da realidade, mostrando aos telespectadores o que realmente vem acontecendo no mundo contemporâneo. O que é desnecessário é a forma com que esta retratação vem sido abordada pela mídia televisiva, que está abusando da vulgaridade e transformando-a em espetáculo, para prender a atenção de um público que encara a TV como forma de entretenimento, não como um veículo comunicação.

O vocabulário baixo, por exemplo, com a presença de gírias e palavrões, em vez de causar espanto no público, o deixa numa situação confortável e descontraída, induzindo a uma aceitação muito mais fácil do que as clássicas palavras empregadas na literatura, no teatro, no cinema e na música (aliás, até ela já está sofrendo um processo de decadência), ícones insubstituíveis do que se pode chamar de cultura. A prática do sexo na adolescência está quebrando todo aquele encanto, toda aquela ansiedade para a tão sonhada noite de núpcias, como se fosse perfeitamente normal ir para a cama com o namorado aos 14 anos de idade. Até mesmo os desenhos animados estão em fase de mutação. Transmitidos por programas supostamente infantis, as animações de hoje são constituídas basicamente pela violência, que acaba sendo desvirtuada nas escolas cada vez mais cedo.

Como se fosse resolver o problema da censura, a televisão brasileira tem colocado, ultimamente, classificações de idade em seus programas, mas isso não passa de uma fachada. Para uma criança que esteja sozinha em casa, é óbvio que não vai ser respeitada esta classificação, da mesma forma como acontece em sites pornográficos, que basta um clique na palavra “aceito” para o usuário declarar ter mais de 18 anos e poder acessar livremente todas as imagens e vídeos que quiser.

Por fim, é inadmissível que, diante disso tudo, a maior emissora de TV do Brasil ainda tenha a coragem de tirar o corpo fora, com uma simples propaganda, alegando que toda informação que chega às crianças é responsabilidade exclusivamente dos pais, que têm a obrigação de controlar o que seus filhos assistem. Certamente essa obrigação é uma verdade, mas da mesma forma que um cidadão é responsável por tudo aquilo que diz e faz, a TV também tem a obrigação de responder pela exibição de suas imagens.

Tuesday, January 02, 2007

RENOVAÇÃO OU ROTINA?

É engraçado como o espírito natalino e a tão esperada virada de ano remetem às pessoas uma sensação de vida nova, renovação... Estes momentos de reuniões familiares fazem com que todos nós esqueçamos de todas as conturbações de nosso cotidiano, a correria no trabalho, a rotina dos estudos. Cada um de nós faz a famosa contagem regressiva nos últimos segundos que antecedem o novo ano. A cada número que deixamos para trás, é como se junto deles ficassem todos os nossos compromissos do dia-a-dia. Um momento mágico, de felicidade, entusiasmo e comemoração.

Pois basta algumas horas de sono para nos recompor de toda a festividade, e estamos diante de toda aquela cotidianeidade que nos redeou durante os primeiros 364 dias do ano anterior. Isso sem contar que, vez ou outra, temos de aturar o cúmulo da arrogância, quando um presidente reeleito faz a sua própria cerimônia de posse.

É como se estivéssemos acordando de um sonho e voltando à vida normal. Não adianta negar, somos todos prisioneiros daquilo que chamamos de "rotina". De reveillon a reveillon, nosso mundo globalizado não para e estamos cada vez mais nos adaptando às cobranças da vida e do mundo para que possamos suprir as nossas necessidades pessoais, políticas e intelectuais.

Não importa se é outro ano, não importa se já é 2007. Importa é que a vida continua e os compromissos também. Mas ninguém protesta quanto a isso, pois já é da natureza do homem estar sempre em atividade. Daqui a outros 364 dias, estaremos novamente festejando a chegada de mais um ano e a sociedade assim contuará por toda eternidade... Até a chegada de mais um reveillon!

"Se eu soubesse antes o que sei agora, eu erraria tudo exatamente igual" (Engenheiros do Hawaii)

Tuesday, April 11, 2006

PRAZER: FRUTO DA IMAGINAÇÃO

As pessoas tomam o prazer como algo essencial para a sua sobrevivência. Isso se deve ao fato da sociedade contemporânea viver sob pressão, o que a torna sem tempo para nada e constantemente estressada.
Como uma tentativa de fuga dos problemas cotidianos, as pessoas buscam extravazar suas tensões em diversos tipos de divertimento, tendo conseqüentemente uma sensação de prazer, mesmo que momentânea.
Durante a infância também ocorre esta mesma necessidade de fuga, porém, numa outra extremidade. Isentas das tormentas que os adultos enfrentam, as crianças se sentem prisioneiras de uma vida rotineira, isto é, "casa-escola-casa" e, com isso, buscam o prazer em suas brincadeiras.
É uma verdadeira viagem, que coloca o homem numa situação de adrenalina (no caso do efeito de uma droga, um carro em alta velocidade, o alto consumo de álcool, uma relação sexual - ou, quem sabe, tudo isso junto) e uma fuga da realidade (quando então uma criança de 8 anos se torna um chefe de família em questão de minutos).
Conclui-se portanto, que o prazer, ou ao menos sua objetividade, é algo inestimável para a sobrevivência do ser humano.
(Por Leandro Novaes e Raphael Lemos)

Tuesday, February 14, 2006

LIBERALISMO

Corrente política que se afirma na Europa e na América do Norte a partir de meados do século XVIII. O pensamento liberal é marcado por uma enorme diversidade de idéias, que foram evoluindo de acordo com a própria sociedade. O Liberalismo dominou a política européia e dos Estados Unidos no século XIX, mas nem sempre foi fiel a seu combate contra o intervencionismo estatal.

Na primeira metade do século XIX, os liberais são acérrimos defensores da propriedade privada, da economia de mercado e da liberdade de comércio internacional. Pugnam pelo fim das corporações, a desregulamentação do trabalho, defendem as liberdades políticas e o governo representativo. O Estado devia ser reduzido à sua expressão mínima, limitando-se a assegurar as condições para o pleno desenvolvimento da economia privada, promovendo a criação de infra-estruturas.

Na segunda metade do século XIX, os liberais passam a exigir que o Estado garantisse a proteção do mercado interno. No final do século, reclamam a intervenção do Estado na conquista de novos mercados internacionais e o acesso a regiões com recursos naturais. O Liberalismo passa a andar associado ao Imperialismo, quando incorpora o "Darwinismo Social", isto é, a concepção de que o Estado deve apenas centrar-se em criar condições para que os mais ricos prevaleçam sobre os mais fracos.

O Liberalismo acabou por conduzir as sociedades européias liberais para a guerra. As revoltas e revoluções sucederam-se. No plano internacional, a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), mergulha as sociedades no caos. A crise de 1929 abala ainda mais toda a confiança no mercado. Como reação aos excessos do liberalismo, nos anos 20 e 30 emergem regimes totalitários em nome da defesa dos interesses coletivos. A preocupação com as políticas sociais e a regulamentação do mercado estavam na ordem do dia.

No final dos anos 70, o Liberalismo volta a ressurgir. Em nome da globalização, apela-se à liberdade de comércio internacional, ao fim do Protecionismo. A fim de tornar mais atrativos os países para investidores nacionais e estrangeiros, apela-se à redução dos impostos e ao fim da intervenção do Estado em muitos setores, agora potencialmente lucrativos. Após duas décadas de políticas liberais, constata-se que as desigualdades entre os países aumentaram, as políticas sociais foram reduzidas à suas mínimas expressões em muitos países.

As idéias liberais continuam a ser largamente seguidas pelos povos mais diversos no mundo, devido à valorização que fazem do papel dos indivíduos na sociedade e à defesa da liberdade que proclamam.

Friday, February 03, 2006

PONTOS DE AUDIÊNCIA, A VERDADEIRA GUERRA DAS EMISSORAS

Todas as etapas da produção dos dados de audiência passam por um rigoroso controle de qualidade. Desde a manutenção e auditoria dos aparelhos de medição automáticos, até o estabelecimento de uma central de dúvidas para os domicílios respondentes.
Cada etapa do processo de produção do dado final passa por uma análise de consistência e por um comparativo histórico.

Os domicílios respondentes ficam no máximo por quatro anos na amostra, para garantir a rotatividade que esse tipo de pesquisa necessita. Essa renovação é contínua e todo ano uma parte da amostra é trocada. Os endereços dos domicílios respondentes são mantidos sob sigilo, para evitar qualquer espécie de interferência na medição de audiência.

O cuidado com o domicílio respondente gerou, inclusive, a criação de um setor especializado para esclarecer as dúvidas em relação ao funcionamento do aparelho ou do preenchimento do caderno nas casas onde ainda não há medidores automáticos.

Desde que a audiência da televisão começou a ser medida no Brasil, em 1954, a emissoras entraram numa acirrada disputa pelos pontos de audiência no Ibope. Com o monopólio desde o início dessa medição, a empresa ganhou, no início de 2004, um concorrente oficial, chamado Datanexus, financiado pelo SBT.

É óbvio que, para o Ibope, os dados do instituto concorrente são desconfiáveis e para o Datanexus, a mesma concepção é adotada quanto ao Ibope. Essa desconfiança surgiu pelo fato de o Datanexus ser uma idéia do empresário Sílvio Santos e o Ibope funcionar como uma espécie de braço da Rede Globo.

Os dados levantados pelo novo instituto são considerados inesperados. De acordo com a publicação da Folha de São Paulo, de 08 de fevereiro de 2004, o número de domicílios com televisores ligados na Grande São Paulo diminui entre 8 e 10 pontos percentuais na pesquisa Datanexus quando comparada com o levantamento do Ibope; A audiência da Globo encolhe na mesma proporção (de 8 a 10 pontos percentuais) na medição do Datanexus. Ou seja, o público da emissora no Ibope estaria inflado entre 408 mil e 510 mil casas, já que cada ponto percentual equivale a 51 mil domicílios.

Outro grande confronto pela audiência, ocorre no final da tarde e início da noite, com os programas policiais, que tratam exclusivamente de violência, sangue e os casos mais polêmicos do país. A Rede Record e a Bandeirantes (Band) usam de todos os recursos para se manterem com os pontos de audiência elevados. São válidos até mesmo os casos de suicídio e também as reportagens já transmitidas pelo concorrente. O dinamismo é essencial nesse tipo de disputa e as emissoras devem contar com a agilidade de sua equipe de produção.

Os reality-shows também são alvos de audiência. Já com cinco edições, o Big Brother Brasil, da Rede Globo, varia entre 55 e 60 pontos percentuais no Ibope. O SBT tentou comprar os direitos da Globo, mas não conseguiu. A solução encontrada foi lançar um reality-show, porém, com pessoas famosas, em vez de anônimos. Foi o caso da Casa dos Artistas, que só obteve sucesso absoluto em sua primeira edição, em 2001. A ponto de desbancar a audiência do Fantástico nas edições de domingo, quando então alguém seria eliminado. Era a primeira vez que o Fantástico não liderava a audiência.

O que se pode concluir é que esta disputa pelos pontos de audiência sempre existirá e as emissoras estarão cada vez mais alienadas, com o propósito de passar a frente do canal concorrente. Assim sendo, a “guerra da audiência” continua.